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55% sentem que a cesta básica subiu muito; mais de 70% esperam nova alta, aponta pesquisa

Pesquisa mostra que 70% dos entrevistados esperam aumento na cesta básica.

Vanessa Almeida
55% sentem que a cesta básica subiu muito; mais de 70% esperam nova alta, aponta pesquisa

Impacto da inflação nos preços

Uma pesquisa realizada pela Datatudo com um total de 52.476 participantes revelou um dado alarmante: 55% dos entrevistados sentem que o custo da cesta básica aumentou de forma significativa nos últimos tempos. Essa percepção é um reflexo do que muitos consumidores enfrentam diariamente em seus orçamentos familiares. Além disso, mais de 70% dos entrevistados acreditam que os preços continuarão a subir no próximo ano.

Mudanças nos hábitos de compra

Como reação ao aumento constante dos preços, muitos entrevistados informaram que mudaram seus hábitos de compra. 37% disseram que estão adquirindo menos produtos no supermercado, sendo o preço a principal justificativa. 45% dos consumidores utilizam modalidades de pagamento como o Pix ou dinheiro, com apenas 21% usando vale-alimentação.

Táticas comuns para economizar:

  • Fazer compras semanais em vez de mensais: Metade dos participantes optou por fracionar as suas compras para evitar choques financeiros.
  • Trocar marcas: Substituir produtos por opções mais baratas foi uma estratégia mencionada por 57% dos entrevistados, com uma mudança notável em preferências para carnes mais acessíveis, como frango e porco.

Percepção sobre os gastos mensais

Ao se tratar de gastos mensais, a maioria (43%) dos entrevistados afirmou que gasta entre R$ 500,00 a R$ 1.000,00. Essas cifras podem variar com a região, onde a pressão econômica é sentida de maneira diferente. Nos dados segregados por região, a distribuição de gastos com o supermercado reflete a realidade financeira de cada lugar.

Distribuição de gastos por faixa etária:

  • 24% (18-29 anos) gastam menos de R$ 500,00.
  • 50% (46-64 anos) reportam gastos em faixas superiores.

Estratégias para economizar

As estratégias variam e muitas delas incluem a escolha de locais de compra que oferecem melhores preços e promoções. Em particular, os supermercados de bairro têm se destacado como a opção mais frequente, sendo preferidos em comparação a grandes atacadistas. Essa estratégia é realizada por 46% dos entrevistados, especialmente em regiões como o Sudeste e Nordeste.

Diferenças regionais nos gastos

A pesquisa mostrou discrepâncias notáveis nas percepções de custos e hábitos de consumo entre as regiões do Brasil. Por exemplo, no Sudeste, 47% das pessoas afirmaram que compram menos itens, contrastando com apenas 27% no Norte, onde a tendência de aumento no consumo é mais forte (44%). Estas diferenças podem ser atribuídas a fatores socioeconômicos únicos de cada região.

O que os entrevistados esperam

A expectativa para o futuro é sombria. Pelo menos 70% dos respondentes acreditam que o preço da cesta básica irá subir ainda mais no próximo ano. Esta previsão reflete o sentimento de incerteza que permeia muitas famílias. A percepção de que a situação deve se deteriorar está ligada ao impacto da inflação e à alta contínua de preços.

A influência da idade no consumo

É importante notar que a idade dos entrevistados também influencia os padrões de compra. Entre os mais velhos, a propensão para reduzir a quantidade de itens adquiridos é maior. 61% dos participantes com mais de 65 anos relataram comprar menos, adotando práticas de consumo menos arriscadas em resposta aos altos preços.

Relato de quem compra menos

Entre aqueles que relatam comprar menos, 47% citam o aumento constante dos preços como o principal motivo. Outros 35% mencionam incertezas em relação ao rendimento como um fator adicional. Esta informação ilustra a crescente dificuldade econômica que muitas pessoas estão enfrentando atualmente.

Comparativo entre produtos mais caros

Dentro dos produtos que mais impactam o orçamento familiar, carnes, aves e peixes são os itens de maior custo, representando 44% das respostas dos participantes. Por outro lado, doces e guloseimas são geralmente os primeiros itens a serem cortados quando há necessidade de restrição orçamentária. Essa categorização é essencial para entender quais produtos são mais sensíveis a cortes em momentos de crise financeira.

Como a renda afeta o poder de compra

Os dados da pesquisa também revelaram que regiões como o Sudeste e Nordeste enfrentam maior pressão, onde 39% dos entrevistados alegam comprometer mais da metade de sua renda com despesas de supermercado. Isso contrasta bastante com o Norte e Centro-Oeste, onde essa porcentagem cai para 29%. Este contraste na alocação de recursos financeiros destaca as desigualdades econômicas e os desafios que diferentes regiões do país precisam enfrentar.

No geral, a análise detalhada desses dados ressalta os desafios permanentes que o consumidor brasileiro enfrenta em relação ao custo de vida, oferecendo um panorama abrangente da situação atual do mercado e das finanças familiares.

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Autor
Vanessa Almeida

Vanessa Almeida

Profissional com passagens por Designer Gráfico e gestões e atuação nas editorias de economia social em sites, jornais e rádios. Aqui no site Jornal a Ilha cuido sobre quem tem direito aos Benefícios Sociais.

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