Deputado garante compra de trator para quilombo de Guaçuí

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Bruno recebe o abraço da quilombola dona Lena, que luta para manter as expressões culturais do seu povo. Crédito. Assessoria parlamentar

O deputado estadual Bruno Lamas é descendente de uma família portuguesa, mas na visita de três dias que fez ao Sul do Estado – ele realizou agendas nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim e Guaçuí, de quarta-feira (15) a sábado (18), para prestar contas do seu mandato –, o parlamentar garantiu recursos para compra de equipamentos agrícolas na Comunidade Quilombola de Córrego Sossego, no interior de Guaçuí.

No recém-criado quilombo capixaba vive quatro gerações de descendentes de escravos, uma família fruto de um passado doloroso, que em maio de 2018 recebeu a certificação das terras pela Fundação Cultural Palmares.

Com lenço na cabeça, pano de prato no ombro, chinelo no pé, uma mesa farta de quitutes e um sorriso estampado no rosto, dona Maria Helena de Oliveira Barbosa, a dona Lena, recebeu o deputado com toda a felicidade.

Dona Lena é uma das filhas de Maria Aparecida de Oliveira, que tem 17 bisnetos e uma tataraneta. Com orgulho, ela comenta que lutou e mobilizou a sua família para o reconhecimento da comunidade quilombola onde viveram seus bisavós escravizados.

Hoje, ela passa horas ao fogão cozinhando, empolgada para receber as visitas. Não é à toa que a cozinha é a porta de entrada da sua casa.

“Queremos ver crescer a nossa cultura, nossa comunidade. Não podemos deixar ela morrer! Deus possa nos conduzir. Obrigado, deputado Bruno Lamas, por estar olhando por nós, por nossas tradições”, declarou dona Lena, que tem quatro filhos e nove netos que vivem juntos e misturados no grande terreiro onde fica a sua casa. O local é ponto de referência na região, lugar onde são contadas muitas histórias, de gargalhadas e muita fartura.

Na mesa farta tinha broa, pãozinho de cebola, salgadinhos e o famoso café de melaço, adoçado com a cana-de-açúcar moída no engenho do próprio quintal.

Os quitutes são feitos com a matéria-prima plantada, colhida e preparada nas terras do quilombo: banana da terra, farinha de mandioca, fubá e melaço de cana. O quilombo virou circuito turístico da cidade de Guaçuí, com direito a danças folclóricas, fé e muita comilança.

“Defendo a valorização da cultura negra, das nossas raízes. Por isso, lutei para dar o Título de Utilidade Pública à comunidade quilombola. E também coloquei uma emenda de R$ 10 mil para custeio. Vamos dobrar o valor da emenda de R$ 10 mil para R$ 20 mil no próximo ano. E vamos conseguir um trator para a comunidade, o que é um sonho”, declarou o deputado, admirado com as manifestações culturais do local.

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