CoronaVac aprovada: ES pode ter 290 mil crianças com esquema completo depois de fevereiro

Informação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em uma rede social. Anvisa aprovou uso da CoronaVac em crianças.

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Dose da vacina CoronaVac recebida no Espírito Santo — Foto: Divulgação/Governo do ES

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes entre seis e 17 anos, o Espírito Santo pode terminar fevereiro com 290 mil pessoas dessa faixa etária com esquema completo de vacinação contra a Covid-19.

A informação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em uma rede social.

“Temos 580 mil doses de CoronaVac no estado do Espírito Santo, parte que o Governo do ES comprou do Butantan, mais as que foram enviadas pelo Ministério da Saúde. Suficiente para terminar o mês de fevereiro com 290 mil crianças e adolescentes com esquema completo”, disse Nésio.

Atualmente, as crianças são vacinadas no estado com doses pediátricas da Pfizer. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam que o Espírito Santo tem 393.089 crianças.

O governador Renato Casagrande (PSB) também comentou sobre a decisão da Anvisa e disse que o governo estadual vai enviar imediatamente novas doses aos municípios.

“Com a aprovação da Anvisa para aplicação da CoronaVac em crianças de 6 a 17 anos, enviaremos imediatamente novas doses para que os municípios possam ampliar a vacinação desse público. Criança protegida é criança vacinada!”, postou o governador.

Vacinação de crianças no ES

A vacinação de crianças de cinco a 11 anos contra a Covid-19 no ES foi iniciada no último sábado (15).

Um menino indígena de seis anos, Arthur da Silva Marinho, foi a primeira criança vacinada no estado.

Uma resolução publicada no Diário Oficial do Espírito Santo estabelece regras para a vacinação de crianças. As principais normas são:

  • A vacina Comirnaty Covid-19 não deverá ser administrada de forma concomitante a outras vacinas do calendário infantil, por precaução, sendo recomendado um intervalo de 15 dias
  • Crianças que completarem 12 anos entre a primeira e a segunda dose, devem permanecer com a dose pediátrica da vacina Comirnaty
  • O intervalo entre a primeira e segunda dose para este público deverá ser de oito semanas, considerando que estudos em adultos demonstraram que há uma melhor resposta imunológica, com maiores títulos de anticorpos neutralizantes, em intervalos superiores a três semanas
  • O imunizante a ser aplicado estará contido em um frasco na cor laranja, contendo a cada dose 10 mcg da vacina contra a Covid-19, Comirnaty (Pfizer/Wyeth)
  • A vacinação deverá ser realizada em ambiente acolhedor e seguro para essa população
  • Os profissionais de saúde, antes da aplicação da vacina, devem informar ao responsável que acompanha a criança que se trata da vacina contra a Covid-19 em frasco na cor laranja, os principais sintomas e reações esperados após a vacinação, bem como seja mostrada a seringa a ser utilizada (1mL) e o volume a ser aplicado (0,2mL)

A vacinação também deve seguir a seguinte ordem de prioridade:

  • Indígenas e quilombolas (cinco a 11 anos)
  • Crianças com deficiências permanentes
  • Crianças com comorbidades com laudo médico
  • Crianças com 11 anos

Anvisa aprova CoronaVac

A Anvisa decidiu nesta quinta autorizar a aplicação da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes entre seis e 17 anos, incluindo um veto ao uso em pessoas com baixa imunidade.

Veja, abaixo, seis pontos de destaque da decisão:

  • CoronaVac está liberada para público entre 6 e 17 anos
  • Não pode ser aplicada imunossuprimidos, que são pessoas com baixa imunidade
  • Aplicação está liberada para público com comorbidades (doenças ou condições prévias que agravam a Covid-19)
  • Imunização será em duas doses aplicadas em intervalo de 28 dias
  • Vacina é a mesma usada em adultos, sem adaptação de versão pediátrica
  • Anvisa não determinou quando começa a vacinação: distribuição de doses, cronograma e alteração de planos dependem dos estados e do Ministério da Saúde

A decisão unânime (todos os cinco diretores foram favoráveis) foi tomada na análise do segundo pedido apresentado pelo Instituto Butantan para liberação do imunizante contra a Covid-19 para crianças.

O Butantan buscava licença para imunizar a faixa a partir de três anos, mas a agência optou por aguardar até que mais estudos sejam apresentados sobre crianças abaixo dos seis.

Com Informação: g1 ES

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