Cheia do Rio Doce: ‘esperar para ver o que vai acontecer’, diz cadeirante que teve que sair de casa de barco

Pelo menos 32 famílias precisaram sair de casas nos municípios capixabas de Linhares e Colatina.

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Hortas cobertas pela água após cheia do Rio Doce no ES — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A cheia do Rio Doce ocasionada pelas fortes chuvas dos últimos dias tirou pelo menos 32 famílias de casa nas cidades de Linhares, no Norte do Espírito Santo, e Colatina, no Noroeste do estado.

Segundo Defesa Civil do ES, os dois municípios estão em risco hidrológico muito alto.

Em Linhares, o nível do Rio Doce chegou a 5,2 metros na tarde desta quarta-feira (12). Cerca de 12 famílias do bairro Olaria precisaram sair de casa e foram abrigadas no ginásio da região.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Linhares, Antonio Carlos Santos, toda a região ribeirinha foi atingida pela cheia do rio.

“A situação lá está complicadíssima. Eles tinham acesso pela estrada principal e por Cacimbas. Estão totalmente ilhados. O acesso lá é só por barco ou helicóptero”, disse.

Famílias foram resgatadas de barco após cheia do Rio Doce — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Na manhã desta quinta (13), ainda há muita água em algumas regiões.

Werlei Vieira, que é cadeirante, e a esposa dele, a dona de casa Carla Souza, moram em Jataipeba e contaram e só conseguiram sair da propriedade onde moram de barco.

“Está complicado. A água já alagou a fazenda. Agora é esperar pra ver o que vai acontecer”, contou.

Em Brejo Grande, animais foram resgatados pelos produtores.

Famílias foram resgatadas de barco após cheia do Rio Doce — Foto: Reprodução/TV Gazeta

a cidade de Colatina, mais de 20 famílias saíram de casa depois que o nível do rio atingiu 7,7 metros.

O volume de água atraiu curiosos e moradores preocupados com a situação, porque eles estão com medo da água avançar e atingir ruas onde estão localizados estabelecimentos comerciais.

No bairro Maria das Graças, várias hortas foram cobertas pelas águas e a produção foi perdida. O produtor Ronaldo Fachetti disse que vai demorar quatro meses para recuperar o que foi perdido.

“Vamos tomar um prejuízo de mais de R$ 150 mil. Até colocar ela ordem é uns quatro meses e quatro meses sem ganhar dinheiro é difícil”, disse.

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