Consumo das Classes C e D do Espírito Santo tem melhor desempenho do Sudeste

Os dados da pesquisa no Espírito Santo apontam que, em março, ante fevereiro, as categorias mais prejudicadas foram Hotéis e Motéis (-49%), Companhia Aéreas (-48%) e Automóveis e Veículos (-36%).

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Luciana Godoy, CEO da Superdigital.

O Espírito Santo teve a menor queda no consumo nas classes C e D em março, em relação a fevereiro, na região Sudeste. A retração foi de 2%, enquanto São Paulo apresentou redução de 3%, Minas Gerais, 6%, e Rio de Janeiro, 14%. A média do Brasil caiu em 4% nesse período, segundo a Pesquisa de Hábitos de Consumo das Classes C e D da Superdigital, fintech do Santander, que realiza mensalmente esse levantamento e busca traçar o perfil do consumidor dessas classes sociais.

Esse desempenho superior do Espírito Santo ao dos demais estados da região já tinha sido observado em fevereiro, quando o consumo capixaba havia declinado em 15% em relação a janeiro.

Os dados da pesquisa no Espírito Santo apontam que, em março, ante fevereiro, as categorias mais prejudicadas foram Hotéis e Motéis (-49%), Companhia Aéreas (-48%) e Automóveis e Veículos (-36%). Houve avanço nos gastos com Diversão e Entretenimento (54%), Combustível (28%) e Supermercado (20%).

Ao analisar os dados por região, o maior recuo foi no Sudeste, que repetiu a tendência registrada no mês anterior, com recuo de 6%. A região  Nordeste  registrou queda de 4%, enquanto que as regiões Norte e Sul apresentaram declínio de 1% cada. A única região que apresentou um pequeno crescimento foi o Centro-Oeste, com 1%.

Segundo Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil, a pesquisa aponta que o movimento se deve, em parte, às famílias estarem mais em casa, por conta do distanciamento social imposto em boa parte do País. “Mas podemos perceber que, além da sensível queda, houve uma mudança na forma de consumo, com uma migração relevante para itens mais necessários em casa e compras online. Além disso, pudemos ver outras mudanças de hábitos, como o aumento dos gastos com combustíveis e a queda dos gastos com transporte. Ou seja, as pessoas, em março, reduziram o uso de transportes públicos e deram preferência ao automóvel”, diz.

Em termos setoriais, as maiores quedas registradas no Brasil em março na comparação com fevereiro foram em Restaurantes (-6%), Lojas de Roupas (-5%), Transportes (-5%) e Serviços (-4%). Enquanto isso, cresceram os gastos com Diversão e Entretenimento (32%), Combustível (11%), Drogaria e Farmácia (10%) e Supermercado (8%).

“Se detalharmos cada segmento, entenderemos mais os efeitos gerados do isolamento social. Por exemplo, o que apresentou grande aumento nos gastos em Diversão e Entretenimento foi a aquisição de jogos online”, explica  a executiva.

Outro ponto a observar na pesquisa em março é que, além do aumento dos gastos em Supermercados, a categoria esteve mais presente no orçamento dos brasileiros das classes C e D, com três pontos percentuais a mais. Enquanto que a participação de Restaurantes caiu um ponto percentual.

Na análise do valor médio de cada compra no mês de março é possível observar  aumento nas categorias Farmácia, Prestadores de Serviços e Combustível, principalmente. Em contrapartida, os consumidores gastaram menos em Hotéis e Motéis, Automóveis e Veículos, Restaurantes e Transporte.

A pesquisa também reforça a tendência de queda nas compras físicas, dando mais espaço às compras online.

Sobre a Superdigital

A Superdigital (www.superdigital.com.br) é uma das fintechs do Banco Santander com atuação global. Possui mais de 1,7 milhão de clientes e processa mais de 70 milhões de transações por ano. O propósito da empresa é democratizar os serviços bancários: em apenas cinco minutos, qualquer pessoa pode abrir uma conta e gerenciar sua vida financeira sem burocracias, pelo celular.

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