Neucimar Fraga solicita a suspensão do Saeb ao ministro da Educação

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Neucimar fez a solicitação o pedido ao ministro Milton Ribeiro

O deputado federal Neucimar Fraga (PSD/ES) em audiência com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, solicitou a suspensão do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2021, em consequência das limitações geradas pela pandemia, que evidenciou o tamanho da desigualdade social e educacional e atingiu principalmente os alunos da rede pública, justamente os mais vulneráveis.

Neste sentido, Neucimar propôs três medidas para contribuir com o desenvolvimento da educação brasileira.

Primeiro, a  suspensão das Provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) em 2021, por considerar que não existem condições pedagógicas para se avaliar a aprendizagem dos alunos em 2020, com base na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e ainda, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5,8 milhões de alunos não tiveram acesso a nenhuma atividade escolar no ano passado.  “Não vemos condições técnicas de se utilizar os dados do Saeb 2021 para complementar a série histórica do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), iniciada em 2005. A realidade do ano de 2020, e o que se apresenta para 2021, prejudicará tecnicamente a comparação dos dados da referida série histórica”, explica Neucimar.

Em segundo, a Substituição das Provas do SAEB 2021, por uma Avaliação Diagnóstica Nacional, coordenada pelo Ministério da Educação. O objetivo é a identificação da real situação da aprendizagem dos alunos, durante o ano letivo de 2020 e 2021, em relação ao que deveriam ter aprendido nestes referidos anos escolares.

Por fim, em terceiro, que os resultados da Avaliação Diagnóstica Nacional sejam disponibilizados, de forma reservada, para cada sistema de ensino e escolas, para fins de análise e tomadas de decisão sobre o planejamento para prosseguimento do processo ensino aprendizagem, após o retorno das atividades presenciais. “Isto evitaria criação de rankings, comparações indevidas, fatos esses totalmente dispensáveis no contexto apresentado”, justifica o deputado.

TEXTO: Saulo Malbar

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