Trabalhadores da saúde do ES que não se vacinarem podem ter corte no salário a partir de maio

Espírito Santo foi um dos primeiros estados do Brasil a estabelecer normas como, por exemplo, exigir a vacinação dos trabalhadores. "Haverá multas para quem for pego furando filas, conforme já prevê a legislação estadual. “Os trabalhadores que forem pegos furando filas, desrespeitando as determinações, serão penalizados com multas”, reforçou o secretário de Saúde Nesio Fernandes..

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Foto: Divulgação

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse, nesta quarta-feira (14), que, a partir do dia 1 de maio, os trabalhadores da saúde que ainda não estiverem vacinados contra a covid-19, serão penalizados com descontos no salário.

Segundo o secretário, o Espírito Santo foi um dos primeiros estados do Brasil a estabelecer normas como, por exemplo, exigir a vacinação dos profissionais para que eles possam trabalhar.

“O estado exigiu que os trabalhadores de saúde estejam vacinados e essa exigência passará a valer no dia 1 de maio. A partir dessa data, aquele trabalhador que não estiver imunizado contra a covid-19 contabilizará faltas, e isso poderá levar a outros procedimentos administrativos e descontos salariais”, explicou.

Além disso, haverá multas para quem for pego furando filas, conforme já prevê a legislação estadual. “Os trabalhadores que forem pegos furando filas, desrespeitando as determinações, serão penalizados com multas”, reforçou.

Para as pessoas que forem vacinadas fora da ordem estipulada no Plano Nacional ou Estadual de Imunização, os chamados “fura-filas”, a multa é de 16 mil VRTEs, o equivalente a  R$ 58 mil. O infrator também ficará impedido de ocupar cargos públicos e de realizar concursos por cinco anos. Caso o imunizado de forma indevida seja um agente público, a multa será o dobro, podendo chegar ao valor de R$ 116 mil.

O secretário reforçou que punir pessoas em um momento tão delicado não seria o ideal, mas que diante das denúncias recebidas na Ouvidoria tais medidas são necessárias.

“O cenário ideal, que desejaríamos estar vivendo, era o de ampla disponibilidade de vacinas. Qualquer médico sanitarista, qualquer trabalhador da saúde, qualquer cidadão consciente, vive uma situação constrangedora de ter que ficar fiscalizando. Não gostaríamos de ter que viver em um momento histórico onde são necessárias medidas para impedir que pessoas furam filas”, finalizou.

Denúncias recebidas pela Secretaria de Saúde

O ouvidor da Secretaria de Estado da Saúde, Rafael Caliari, informou que a ouvidoria recebeu 478 registros entre o dia 16 de janeiro e último dia 02.

“Tivemos um pico durante as primeiras semanas porque foi muito veiculado na mídia sobre o caso dos fura-filas, sendo dito que a população poderia registrar essas reclamações”, informou.

Com informação: Folha Vitória

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