Paulo Fundão indica e Câmara aprova voto de pesar em memória do jovem Dudu Castelan

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“Morrer de muitos anos, e viver muitos anos, não é a mesma coisa. Ordinariamente os homens morrem de muitos anos, e vivem poucos. Por quê? Porque nem todos os anos que se passam, se vivem: uma coisa é contar os anos, outra vivê-los; uma coisa é viver, outra durar”. Com essa célebre frase do padre Antônio Vieira, o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Fundão, iniciou seu breve pronunciamento em defesa da Moção 036/2022, de autoria dele, dirigida aos familiares do jovem Eduardo Castelan Alves, falecido no dia 16. O Voto de Pesar foi aprovado por unanimidade, na sessão de terça-feira, 21.
Chamado carinhosamente de Dudu pelos amigos, o rapaz era filho de Fabrício Alves da Silva e Sheila Vaz Castelan. Eduardo faleceu aos 19 anos de idade –faria 20 anos nesta quarta-feira, 22 de junho.
“Em sua curta trajetória, ele deu um lindo exemplo de vida. Aos 15 anos de idade, foi diagnosticado com uma doença rara e degenerativa, chamada ataxia. Viveu a vida em seu esplendor, exalando sempre amor e carinho para com todos. Casou com a jovem Taisa Oliveira, que o amava da forma que ele era. Com todas as suas limitações, entrou na faculdade de Direito, um sonho realizado” – comentou Paulo Fundão, em pronunciamento.
O presidente da Câmara lembrou que Dudu trabalhou no Procon Municipal, “onde era adorado por todos”, conforme testemunhos dos colegas em depoimentos e homenagens póstumas. “Que personalidade fascinante a do Dudu. Que tesouro de bondade, compreensão e humildade! Comoveu a todos a sua partida” – completou Paulo Fundão, na manifestação de solidariedade aos familiares e amigos, “neste momento de dor indescritível e perda irreparável”.
Pai de Dudu, o corretor de imóveis Fabrício Alves da Silva utilizou a tribuna da Câmara para agradecer as homenagens do Parlamento Municipal. Ele salientou que o filho foi acometido por uma doença rara, que atinge outras 59 pessoas em todo o País. Por não ter como ajudar Dudu, revelou que viveu até um período de depressão.
Entretanto Fabrício salienta que a superação demonstrada por Dudu, convicto que “nada atrapalharia ele a viver”, deixa um legado que engrandece a família e os amigos. “Este é um momento que nunca vou esquecer”, disse.
Aproveitando a ocasião, e pelas dificuldades pelas quais passou para garantir uma vida digna ao filho, Fabrício conclamou a população mateense em geral a ter mais sensibilidade com as necessidades das pessoas com deficiência e com os idosos, respeitando as áreas demarcadas para acessibilidade.

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