Metaverso já deixou de ser utopia para ser realidade, diz especialista em criptomoedas

22
Foto: Divulgação

Depois que o Facebook mudou seu nome para Meta, sinalizando seu compromisso de construir sua própria plataforma, o interesse pelo conceito disparou. Diversas empresas começaram a anunciar sua entrada nesse mercado aparentemente promissor.

O caso mais recente foi o da Adidas, que anunciou uma parceria com o Bored Ape Yacht Club, uma coleção NFT, para entrar no metaverso.

Mas o que é metaverso?

Em poucas palavras, trata-se de um termo que se refere a uma variedade de ambientes virtuais 3D online nos quais as pessoas podem jogar, construir coisas, socializar, trabalhar e até mesmo negociar e ganhar criptoativos.

O hype em torno desse universo é tamanho que um pedaço de imóvel virtual no metaverso baseado em criptomoedas Decentraland foi vendido por um valor recorde de US$ 2,4 milhões. Até mesmo o rapper Snoop Dogg entrou na onda e construiu uma “mansão” virtual dentro do metaverso Sandbox.

A verdade é que ninguém quer ficar para trás. Ainda mais se as previsões da Grayscale estiverem certas. De acordo com a gestora de criptoativos, os projetos de metaverso representam uma oportunidade de mercado de mais de US$ 1 trilhão de receita anual.

“Sem sombra de dúvidas a mudança de nome do Facebook para Meta funcionou como um catalisador para o tema ‘metaverso’, apesar de não ser um conceito novo. Afinal, ele foi criado no início da década de 90 pelo escritor Neal Stephenson, mas somente agora estamos criando condições reais para uma implementação em diferentes áreas e em diferentes escalas tecnológicas”, destacou Paulo Aragão, especialista em criptomoedas, cofundador do CriptoFácil e host no Bitcast.

Mas além de ser uma grande oportunidade para empresas de tecnologia e de outros setores, o metaverso pode impulsionar também o mercado de criptomoedas em geral. Segundo o estrategista do Bank of America, Haim Israel, os projetos de metaverso criarão grandes oportunidades para a tecnologia de blockchain e farão com que as criptomoedas cheguem de vez ao mainstream.

Paulo Aragão concorda com essa ideia e acredita que os criptoativos possibilitarão a criação de um ecossistema muito robusto e eficaz dentro dos metaversos:

“E digo metaversos no plural porque acredito que – ao menos inicialmente – teremos diversos coexistindo. Como se fossem planetas diferentes com diferentes características. A larga adoção das empresas é um sinal de que já deixou de ser uma utopia e já é uma realidade breve. Mas, como tudo que ainda está em seu estágio embrionário, não sabemos ainda todo o potencial. Os próximos anos serão bem excitantes”, concluiu o especialista.

Comentários Facebook