Urnas confiáveis: Testes com ataques hacker não revelaram risco

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Fotos da urna eletrônica para as eleições de 2022 - Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou hoje que não se descobriram fragilidades graves nas urnas eletrônicas durante uma semana de testes encerrada no último sábado.

O anúncio foi feito na apresentação do TPS (Teste Público de Segurança), um evento feito pelo TSE desde 2009 no qual cidadãos interessados no assunto podem apresentar planos de ataques cibernéticos para testar a segurança dos equipamentos.

Neste ano, os especialistas executaram 29 planos de ataque às urnas durante seis dias, desde a última segunda-feira.

Segundo Barroso, cinco destes ataques revelaram “achados” que podem ser examinados para aprimorar a segurança dos equipamentos, mas nenhum deles mostrou uma falha que permitisse a manipulação dos votos ou tivesse potencial de adulterar o resultado de uma eleição.

Os 24 testes restantes, de acordo com o ministro, “não obtiveram qualquer sucesso”, ou seja, não conseguiram ultrapassar nenhuma barreira das urnas.

Ministro Barroso, presidente do TSE.

Segundo Barroso, as conclusões dos trabalhos serão estudadas pelo TSE e o sistema será aperfeiçoado até maio do ano que vem, a tempo de estar atualizado para as eleições de outubro.

O TPS é feito pelo TSE desde 2009, em geral no ano anterior às eleições, e teve neste ano sua sexta edição.

Individualmente ou em grupos, os participantes do evento fazem tentativas de invasão aos equipamentos, tais como a inserção de um programa não autorizado ou a violação do sigilo do voto.

Chamados pelo TSE de investigadores, os interessados em executar os testes se inscreveram em agosto.

Em sua maioria, os investigadores são especializados em tecnologia da informação e segurança cibernética.

Alguns são vinculados a instituições como a PF (Polícia Federal) e universidades, mas outros atuam de maneira independente.

Com Informação: Agência Congresso

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