Promotora cobra escolas abertas e limpas na pandemia

Maria Cristina Rocha Pimentel, do Ministério Público, foi ouvida pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa a pedido do deputado Bruno Lamas e garantiu que irá pedir um Plano de Ação dos municípios no enfrentamento à Covid-19 nas escolas

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Foto Divulgação: Deputado Bruno Lamas, do PSB.

A promotora de Justiça Maria Cristina Rocha Pimentel, responsável pelo Centro de Apoio de Implementação das Políticas da Educação, do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES), informou nesta segunda-feira (5), durante reunião virtual da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, que mesmo sem manter as atividades presenciais, as escolas precisam ficar abertas e limpas.

Maria Cristina foi convidada pelo presidente da Comissão, deputado Bruno Lamas (PSB), para falar sobre as ações de fiscalização do MP-ES durante a pandemia e informou que está enviando aos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica o pedido de elaboração de um Plano de Ação, onde devem constar todas as medidas tomadas de enfrentamento à Covid nas escolas.

Dentre as medidas recomendadas pela promotora, e que poderão ser ampliadas para os demais municípios do Estado, estão: a obrigatoriedade das secretarias escolares ficarem abertas, em regime de revezamento de servidores, para atendimento dos pais em serviços de transferências, entregas de documentos, etc; e a manutenção da limpeza das unidades de ensino.

“A escola precisa estar sempre limpa, arejada e asseada. Muitas ficaram fechadas e foram depredadas”, frisou.

Outro ponto que, segundo a promotora, é fundamental na visão do MP-ES é manter o vínculo do professor de referência com o aluno, por meio da entrega das atividades pedagógicas, sejam elas por meio físico ou virtual, para evitar a evasão escolar.

“A escola é um ponto de apoio para as famílias, que têm de interagir com os membros da unidade estudantil. É responsabilidade do professor informar ao Conselho Tutelar sobre o número de faltas do aluno”, lembrou.

Bruno, por sua vez, destacou que todas as solicitações serão encaminhadas à Secretaria de Estado da Educação, para que sejam tomadas as medidas necessárias. “Nossa comissão é uma construção coletiva. Vamos analisar os pontos, junto às entidades ligadas à educação, e repassar para Sedu. O nosso trabalho é melhorar a qualidade da educação no nosso Estado”, declarou.

Além de Maria Cristina, o secretário da Educação de Cariacica, José Roberto Martins de Aguiar, também foi ouvido pela comissão sobre os desafios da pasta para melhorar os índices em meio à pandemia.

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