Mães querem associação para tratar crianças com déficit de atenção, TOD e dislexia no ES

Comissão de Educação ouve especialistas para melhorar ensino de crianças com transtornos psíquicos

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 Bruno, ao lado da chefe de Gabinete Kamila, ouve o relato das mães Mariana e Sônia. FOTO: Assessoria parlamentar.

Você sabe o que é o TDAH? TOD? Dislexia? Já foi apresentado a essa sopa de letrinhas? Pois bem, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, que é presidida pelo deputado estadual Bruno Lamas (PSB), está empenhada em melhorar a qualidade da educação de crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) e Dislexia.

Para isso vai realizar, na próxima segunda-feira, às 12h15, no plenário Rui Barbosa (Pelotis), na sede do Legislativo estadual, a reunião “Educação Especial: TDAH, TOD e Dislexia”, com a presença dos especialistas em transtornos psíquicos: Raphael Rangel (neuropediatra), Marta Rossoni (neuropsicóloga), o médico Tadeu Marino, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e um representante da Secretaria de Estado da Educação (Sedu).

O encontro será realizado a pedido de um grupo de mães, encabeçado por Sônia Damasceno e Mariana Fernandes, que propõe a criação de uma associação estadual para divulgar os transtornos, buscar políticas públicas e melhorar o desenvolvimento no dia a dia, tanto no âmbito escolar como na rede de saúde, das crianças e adolescentes que passam por esses distúrbios.

“Queremos divulgar essas síndromes para que professores, pedagogos e a comunidade em geral possam dar atendimento adequado a essas crianças. O direito à educação e à saúde é básico na Constituição. É preciso conhecer o que são esses transtornos psíquicos para podermos dar melhores condições de vida a essas crianças. Elas não são burras e atrasadas. Mas precisam de uma educação diferenciada”, reforça Sônia, que é mãe de Davi, de 5 anos, que enfrenta o problema.

À mercê da própria sorte

Segundo Sônia, há associação entre TDAH, TOD e dislexia, o que requer uma atenção especial por parte do poder público. Ela revela que hoje pais e familiares de pessoas diagnosticadas com os transtornos recebem o laudo médico e ficam à mercê da própria sorte.

“Precisamos do acompanhamento ou qualquer outra política pública que tenha como suporte ajudar no desenvolvimento desses meninos e meninas, tanto no âmbito escolar como na rede de saúde”, disse.

Quais são os seus sintomas? E como é possível descobrir se o seu filho (a) enfrenta alguns desses desafios no dia a dia? Tem tratamento? Como você pode contribuir para melhorar a qualidade de vida do seu filho (a)?

Essas e outras perguntas serão respondidas na reunião.  Para acompanhar, basta acessar a TV Assembleia, canal 3.2 (aberto) e digital (12 NET, 23 RCA e 519.2 Sky). E também pelo Youtube e site www.al.es.gov.br.

 

Fique ligado para os sintomas em casa

1) TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE (TDAH)
O TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

Na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” e geralmente “estabanadas” e com “bicho carpinteiro” ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo).

Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como dificuldades com regras e limites.

2) TRANSTORNO OPOSITIVO-DESAFIADOR (TOD)
Agora, você já se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).

3) DISLEXIA
Mas quando a criança tem dificuldade para encadear as letras e formar as palavras, e não relaciona direito os sons às sílabas formadas, trocando certas letras ao ler e escrever, é bem possível que ela enfrente um distúrbio genético que chamamos de dislexia.

Fontes: Associações Brasileiras do Déficit de Atenção (ABDA) e de Dislexia.

 

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