Após Pazuello, Senado ouve representantes da Anvisa sobre imunização contra a Covid-19, à convite da senadora Rose

Rose argumenta que “a estrutura governamental tem se movido de maneira lenta” e que, “diante desse quadro preocupante [de contaminações e mortes por Covid-19] e de perspectivas desanimadoras, é preciso buscar soluções e explicações das autoridades sanitárias”

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Após ouvir o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na quinta-feira (11), o Senado Federal receberá representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – em data a ser definida – para debater a imunização contra a Covid-19 e os processos de aprovação de vacinas. O requerimento para realizar a sessão temática também foi apresentado pela senadora Rose de Freitas (MDB-ES) e aprovado em sessão semipresencial.

Rose propôs que sejam convidados o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, além de representantes técnicos do órgão e do Ministério da Saúde. A data da sessão pode ser definida em reunião de líderes partidários na próxima semana.

A senadora argumentou que, segundo o consórcio de imprensa formado pelos veículos G1, O Globo, Extra, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e UOL, até o dia 9 de fevereiro de 2021 o Brasil havia aplicado uma dose de vacina em 3,81 milhões de pessoas, o que representa 1,79% dos brasileiros.

Para Rose, “nesse ritmo, estima-se que a imunização alcançaria cerca de 70% da população apenas em meados de 2024, trazendo acúmulo ainda maior de vidas perdidas, que já totalizam mais de 230 mil, além de grande atraso econômico e social”. “Assim, diante desse quadro preocupante e de perspectivas desanimadoras, é preciso buscar soluções e, também, explicações das autoridades sanitárias, para que os diagnósticos corretos sejam feitos e, assim, medidas efetivas sejam tomadas”, apontou.

A parlamentar reforçou que a estrutura governamental tem se movido de maneira lenta. “A Anvisa, por exemplo, retirou apenas em fevereiro de 2021 a exigência de que estudos da fase 3 devem estar em andamento no Brasil para que seja concedida autorização emergencial de vacinas no País. Contudo, mais importante ainda é a falta de vacinas em quantidade adequada, que não tem atendido sequer aos grupos de maior risco”.

Pazuello – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve no Senado Federal essa quinta, a convite da senadora Rose, para explicar sobre as ações do Governo no combate à pandemia. Ao ser questionado pela parlamentar, o ministro disse que o Brasil tem apenas seis milhões de doses de vacina disponíveis contra o coronavírus neste momento. Segundo Pazuello, 11 milhões de doses já foram distribuídas a estados, municípios e Distrito Federal, das quais cinco milhões foram aplicadas na população.

Apesar da falta de vacina, ele também garantiu que vai imunizar a população até o fim deste ano. “Nós vamos vacinar o país em 2021, [sendo] 50% até junho e 50% até dezembro da população. Esse é o nosso desafio e é o que estamos buscando e vamos fazer”, afirmou.

Em entrevista à CNN Brasil, a senadora Rose disse que as respostas do ministro “suscitaram dúvidas”. “Para dizer que até julho vai conseguir vacinar toda a população é preciso que haja vacina. Onde estão? Quando chegarão no Brasil? Vão chegar de onde? As respostas do ministro suscitaram mais dúvidas”, afirmou.

Com Informações:  Assessoria de Comunicação Felipe Izar

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