ES quer monitorar entrada de passageiros no aeroporto para evitar variações do coronavírus

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, Sesa pediu às companhias aéreas a listagem de passageiros vindos de Manaus, onde variante já foi detectada.

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Secretário de Saúde do ES, Nésio Fernandes, e subsecretário Luiz Carlos Reblin — Foto: Divulgação/Sesa

O Espírito Santo quer monitorar a chegada de viajantes para impedir a circulação de novas variantes do coronavírus no estado. Nesta segunda-feira (8), o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, disse que já pediu às companhias aéreas a listagem de passageiros que voaram de Manaus para Vitória.

“Realizamos a solicitação à Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] na ultima semana para que as companhias áreas enviassem à Sesa a relação de todos os passageiros que viajaram com passagens diretas de Manaus para o Espírito Santo. Até agora, só a companhia Azul encaminhou a relação desses passageiros”, esclareceu o secretário.

Na sexta-feira (5), a Sesa informou que está investigando se há no estado casos de infecção pela nova variante do coronavírus. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, amostras colhidas em pacientes foram enviadas para análise da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O plano de monitoramento dos passageiros será elaborado ainda nesta semana, em conjunto com a Anvisa, e será anunciado na próxima sexta-feira (12), de acordo com o secretário.

“Teremos uma reunião ainda nesta semana, com as companhias aéreas e com a Anvisa, para estabelecer uma vigilância de aeroportos mais adequada no nosso estado, em especial com casos de pacientes que viajaram a estados que já possuem variações do vírus reconhecidas. Ao longo da semana, teremos mais reuniões, e iremos apresentar novas informações na coletiva de sexta-feira”.

Pacientes de Rondônia

No último fim de semana, o Espírito Santo recebeu três pacientes de UTI em tratamento da Covid-19 vindos do estado de Rondônia. De acordo com o secretário, esses pacientes estão chegando em voos de até três pessoas, porque são pacientes que vêm transferidos para a UTI e, por isso, a remoção é diferente.

“Todas as medidas adotadas nos casos de Manaus serão adotadas nos casos de Rondônia. Eles são tratados com rigor muito maior do que outros casos tratados no nosso estado. São tratados como casos importados, de maneira que temos controle restrito para que impeça a contaminação de outros pacientes”, explicou Nésio.

Esse controle restrito significa que os pacientes que vêm de outros estados ficam em alas separadas dos capixabas no Hospital Dr. Jayme Santos Neves, no município da Serra. Até mesmo os trabalhadores que cuidam desses pacientes são restritos a essas alas, e não podem atender ao mesmo tempo pacientes de fora e pacientes capixabas.

“[Os pacientes de Rondônia] Não serão misturados com pacientes de Manaus e nem com pacientes capixabas. Os trabalhadores também não atuam em outros serviços do hospital, para evitar o cruzamento”, apontou o secretário.

Nésio explicou, ainda, que esses pacientes foram removidos porque a região Norte do país teve um avanço muito rápido da pandemia e que, devido a uma redução no número de internações por Covid-19 no Espírito Santo, o estado tem condições de aceitar cerca de 45 a 50 pacientes de fora para internação no Jayme.

“Essa medida é o último recurso para salvar a vida de brasileiros. Esses estados não têm a capacidade que nós temos de remover pacientes da capital para o interior, ou vice-versa. Temos, neste momento, condições de, com segurança e disciplina, garantir a possibilidade de salvar muitas vidas”.

Com relação aos pacientes de Manaus, o secretário explicou que 21 estão em condições de alta clínica, sem sintomas, mas ainda falta a alta laboratorial, que significa ter dois exames RT-PCR negativos para o coronavírus, para comprovar que eles não transmitem mais a doença. Três pacientes já tiveram a alta clínica e a alta laboratorial e aguardam a emissão das passagens de volta para Manaus.

Com Informações: G1 ES

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