Uso da máscara durante atividades físicas é obrigatório e não prejudica a saúde

Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte garante que usar máscara não atrapalha na prática do exercício físico

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A rotina de atividades físicas não precisa parar por causa da pandemia. No entanto, há um item que não pode faltar: a máscara. O momento delicado exige compromisso com os cuidados com a sua saúde e a daqueles que estão em volta. E pode ficar sossegado: o uso da máscara durante o exercício físico não trará qualquer dano à saúde.

Alguns questionamentos têm surgido com relação a esse novo acessório tão necessário em tempos de pandemia. A máscara úmida pelo suor dificulta a respiração durante o treino? A maior dificuldade para inspirar oxigênio pela barreira física da peça gera desequilíbrios metabólicos importantes? Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), a resposta é não.

Em informe publicado sobre exercício físico e a Covid-19, a SBMEE esclarece que, quanto ao excesso de suor, o ideal é trocar a máscara quando ocorrer seu umedecimento, o que, durante o exercício, deve ocorrer com maior frequência. Já o desconforto respiratório decorrente do uso de máscara não é significativo a ponto de impedir ou inviabilizar a prática de exercícios físicos.

“Existem máscaras mais apropriadas para a prática desportiva. É muito comum ver os jogadores de futebol usando máscaras especiais, com modelos mais anatômicos, flexíveis e laváveis”, ressalta o educador físico do Viver Bem da Unimed Vitória, Júlio Cesar de Oliveira Junior. Outra opção são as máscaras de TNT, mais leves e descartáveis.

Tanto em treinos ao ar livre quanto naqueles dentro da academia, a dica é manter uma distância mínima de 2 metros das outras pessoas. Máscaras extras devem ser levadas para a troca sempre que necessário por causa do suor. “O ideal é dar preferência para atividades físicas em locais abertos. Ainda assim, fique atento às aglomerações. Se vai correr na praia, por exemplo, prefira ir para a areia para evitar a aglomeração que geralmente existe no calçadão”, orienta Júlio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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