Mais peixes aparecem mortos em lagoa no Centro de Linhares, ES

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o problema é ocasionado pelo fenômeno chamado inversão térmica, mas é potencializado pela poluição do esgoto. Em outubro, centenas de peixes já haviam morrido no mesmo local.

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Equipes da Prefeitura de Linhares recolheram os peixes mortos na Lagoa do Meio — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Dois meses após centenas de peixes aparecerem mortos na Lagoa do Meio, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, a situação voltou a se repetir na última semana, quando mais cardumes surgiram boiando.

De acordo com a bióloga da Secretaria de Meio Ambiente de Linhares, Juliana Guasti, o problema foi ocasionado por um fenômeno chamado de inversão térmica.

“A inversão térmica acontece com a queda da temperatura da água. A água está no fundo da lagoa, com oxigenação reduzida, vem para a superfície, dificultando a respiração dos peixes e ocasionando sua morte. Nesse período de chuva e calor, é comum isso acontecer”, disse.

No entanto, o fato de a lagoa ser localizada em uma área urbana, na região Central de Linhares, a torna um ponto de despejo de esgoto, que potencializa o problema.

Peixes apareceram mortos na Lagoa do Meio, em Linhares. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

“A lagoa urbana tem carga orgânica com potencial maior que a outra. Quando isso acontece, ainda mais quando chove, ela tem toda aquela lavagem de matéria orgânica dentro do corpo hídrico”, explicou Juliana.

Para além das mortes, os moradores da região reclamam do mau cheiro ocasionado pelos peixes mortos.

Na última sexta-feira (11), uma equipe da Prefeitura de Linhares recolheu os animais. Boias de contenção foram colocadas para agilizar o trabalho.

Em outubro deste ano, quando o problema ocorreu pela primeira vez e em escala maior, a causa também foi o esgoto.

“As análises apresentaram concentração elevada de fósforo e de coliformes termotolerantes. Nitrato, nitrito, também apresentaram-se elevados. São características da contaminação por material orgânico”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Fabricio Borgui.

Apesar de o despejo direto de esgoto na água ser um problema antigo da cidade, ainda não há um projeto para resolver a questão definitivamente.

Segundo Borgui, a proposta da Secretaria de Meio Ambiente é a criação de mais redes de esgoto.

“Acredito que esse é um trabalho que vai ser desenvolvido junto à Secretaria de Planejamento e o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Existem regiões ribeirinhas muito próximas da lagoa que não têm condições de lançar o seu esgoto para a parte superior. O interessante é a instalação de novas redes de esgoto”, afirmou o secretário.

Com Informações: G1 ES

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