Compra de votos em São Mateus: Frente de candidatos à Prefeitura exige investigação e discute renúncia coletiva.

O OBJETIVO do movimento é chamar a atenção das autoridades como Polícia Federal e Justiça Eleitoral para investigar a compra de votos por parte do prefeito e candidato à reeleição Daniel Santana. A renúncia coletiva dos candidatos seria um fato inédito no País.

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Uma frente formada por candidatos a prefeito  de oposição à atual administração do prefeito Daniel Santana (PSDB), candidato à reeleição, se reuniu na tarde desta terça-feira e está encaminhando às autoridades documento exigindo apuração rigorosa de possíveis compra de votos e outras prováveis irregularidades.

Coordenada pelo escritor Maciel de Aguiar, a frente se reuniu no auditório do Norte Palace Hotel, no centro da cidade e aprovou proposta de renúncia coletiva dos candidatos à Prefeitura como forma de cobrar das autoridades como Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral e Ministério Público Estadual, a investigação do abuso de poder econômico caracterizado pela compra de votos através da doação de cestas básicas e contratação de cabos eleitorais com dinheiro público destinado ao município para socorrer as famílias em função da pandemia da Covid-19.

Participaram do encontro que deverá se repetir na próxima sexta-feira às 9 horas no mesmo local, os candidatos Carlinhos Lyrio (Podemos), Ferreira Junior (Solidariedade), Dr. Mauro Peruchi (Rede), Eliezer Nardoto (PRTB), Ubistênio Cajá (PSD), Laurinho Barbosa (PSL), Cida Negris (PV) representada pelo vice-presidente do partido Erickson; que concordaram na renúncia caso a Justiça Eleitoral não tome providências.

Os candidatos Nilis Castberg (PR) e Enéias Zanelatto (PT) não participaram do encontro, mas o primeiro confirmou por telefone que concorda com a renúncia coletiva, mas o segundo não atendeu às ligações até o fechamento da reportagem.

Logo no início do encontro Maciel revelou que uma vitória do atual prefeito (sem citar nome) representa perigo à população mateense que poderá vir a ser dominada pelo crime organizado. “Conclamamos as Igrejas Católica e Evangélica através dos padres e pastores; a Maçonaria e demais entidades a se mobilizarem no sentido e evitar que isso aconteça”.

E prosseguiu: “Se isso se repetir nossas igrejas vão acabar tendo que pagar à milícia para funcionar, e isso os pastores precisam evitar. Pode se repetir o que acontece no Rio de Janeiro. Para tanto é necessário o povo reagir e as autoridades evitar que venha acontecer”.

Revelou ainda que “o prefeito está comprando cabos eleitorais e muitas pessoas usando dinheiro público, certo de que ficará impune perante a Justiça eleitoral como já aconteceu à época da primeira campanha quando distribuiu água e os ministros o absolveram”. Ele sabe todos os caminhos para dobrar a Justiça e por isso está desrespeitando a Lei, frisou.

Nesta quarta-feira a Loja Maçônica Mensageiros da Luz, do Bairro Ideal (Fátima), realiza reunião para debater fórmulas de cobrar das autoridades a investigação do abuso econômico e o risco da reeleição de Daniel; e a população que se mobilize para votar com a consciência e não se deixar levar pela compra do voto. Foi o que informou Clóves Araújo, lembrando que quatro lojas da Maçonaria esta

rão reunidas.

 

TEXTO: HILMAR DE JESUS

 

 

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