Privatização dos Correios ameaça acesso do serviço à população, afirma Sindicato

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Movimento no Centro de Tratamento de Encomendas dos Correios, em Benfica

Privatizar os Correios é uma manobra de ataque a cidadania. É assim que o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Espírito Santo (Sintect-ES) interpreta o novo anúncio feito pelo Governo Federal.

Na última quarta-feira (14), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou o projeto de lei (PL) que cria condições para a privatização dos Correios.

A expectativa do autor do projeto é que, após aprovado, comece o processo de venda dos Correios à iniciativa privada. Porém, o Sintect-ES alega inconstitucionalidade no modelo de concessão. “Uma vez que o STF já reconheceu a obrigatoriedade da prestação do serviço postal exclusivamente estatal”, afirmou, em nota.

Apesar disso, o Sindicato aponta que, atualmente, o Brasil vive tempos de insegurança jurídica. “Basta olhar o que fizeram com o Acordo Coletivo da categoria e a cumplicidade entre os Três Poderes para retirar direitos dos trabalhadores”.

Ainda na nota, o Sindicato afirma que, “mais do que a obsessão do Governo Bolsonaro em privatizar os Correios, fica evidente dois pontos muito preocupantes: o desprezo pela soberania e pelo desenvolvimento estratégico do Brasil, que poderia contar com a estrutura da estatal para garantir o acesso de toda a população a bens e serviços essenciais; e o projeto entreguista em curso, que pretende entregar o maior ativo dos Correios – presente em todos os municípios brasileiros – nas mãos de quem não tem compromisso com o povo”.

De acordo com o Sindicato, os trabalhadores dos Correios não podem ser apenas espectadores desses acordos, e faz um convite: “Cada trabalhador e trabalhadora ecetista precisa tomar para si a tarefa de defender os Correios enquanto empresa pública, em defesa dos empregos, direitos e também pelo compromisso cidadão com o desenvolvimento e a soberania do Brasil”.

Projeto pode ser aprovado em 2021

De acordo com o autor do projeto, o texto final deve ser encaminhado ao Congresso no ano que vem. E a expectativa é que seja aprovado até o final de 2021.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

“Serão debatidos todos os requisitos necessários, sobre a universalização das entregas dos Correios e em relação aos funcionários. Tudo isso será tratado com bastante cuidado no Congresso e o Ministério das Comunicação vai fazer o acompanhamento junto com deputados e senadores”, destacou o ministro

 

Com Informações: ES Hoje

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