SÃO MATEUS: Comerciantes de Guriri acusam Prefeitura de “omissa”

“Até parecia Carnaval fora de época”, disse um comerciante que ficou no prejuízo devido a aglomeração de pessoas em Guriri no feriadão.

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Aglomeração em Guriri no feriadão

A grande quantidade de gente que frequentou Guriri neste final de semana prolongado com o feriado do Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, deixou um rastro de prejuízo para os comerciantes. Eles acusam o prefeito Daniel Santana, o Daniel da Açaí de omissão quanto à fiscalização para impedir a aglomeração de pessoas que predominou no balneário de sexta a domingo. Neste período, até um rapaz, morador de Pinheiros, foi assassinado em meio à multidão.

A maior queixa dos comerciantes e quanto à falta de fiscalização da Prefeitura, o que possibilitou que muitas pessoas se aglomerassem no centro do balneário, em frente à praça Wilson Gomes, e na Rua da Lama, onde ocorreu o assassinato do rapaz, de 21 anos. Havia muita gente que não usava máscara e não respeitava o distanciamento de dois metros determinado pela Vigilância Sanitária. “Até parecia Carnaval fora de época”, disse um deles, que fechou o estabelecimento antes do horário normal, com medo de ser saqueado.

Houve até confronto entre policiais e um rapaz em um posto de combustível, que não atendeu determinação para deixar o local onde consumia bebida alcoólica. Houve necessidade de fazer disparos para conter o ataque a policiais por pessoas que arremessavam latas de cerveja contra a guarnição, segundo nota divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social.

Muitos comerciantes afirmaram que ficaram no prejuízo e perderam clientes em meio à baderna provocada pelas pessoas que se aglomeraram em frente aos estabelecimentos. Alguns consumiam bebidas e comidas e saiam sem pagar. Houve casos de comerciantes que tiveram que dispensar músicos que haviam contratados para tocar em seus estabelecimentos, mas foram prejudicados pelo som alto de alguns frequentadores que usavam carro de som.

A grande queixa dos comerciantes foi quanto à falta de fiscalização por parte da prefeitura para impedir a aglomeração de pessoas. Acusam o prefeito de omissão como forma de não ser prejudicado há um mês das eleições já que disputa a reeleição.

Ao contrário dos comerciantes, o secretário de Saúde Luiz Henrique Folador rebateu afirmando que a vigilância sanitária trabalhou no balneário para evitar os abusos e até forneceu máscaras para quem não tinha o utensilio para evitar a contaminação pelo coronavírus.

TEXTO: HILMAR DE JESUS.

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