Espírito Santo negocia vacina contra a Covid-19 com a indústria

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O Espírito Santo está em busca da vacina para Covid-19. Já há negociações com a indústria, afirmou o secretário de saúde do estado, Nésio Fernandes. A fala dele aconteceu durante um debate online sobre educação e pandemia, promovido pelo Laboratório de Gestão em Educação Básica da Universidade Federal do Espírito Santo (Lagebes/Ufes).

“Eu estou negociando vacina com a industria. Já assinei termo de confidenciabilidade porque tenho a segredos de pesquisas de vacinas no mundo”.

O secretário complementou afirmando que está “na linha de frente desse processo”. E, favorável ao retorno dos alunos as escolas, o que tem gerado diversos debates com professores e outros profissionais de educação (contrários), disse que “não haverá vacina para crianças porque elas não fazem parte da Fase 3 de testes da vacina em praticamente todas que estão sendo desenvolvidas”.

Segundo ele, “agora é que algumas vacinas estão incluindo adolescentes de 16 a 18 anos”. E alegou que a tese de vacina para voltar “é esdrúxula, não tem sentido”.

“Não haverá vacina disponível para as crianças voltarem as escolas. As crianças poderão fazer parte, talvez, de um protocolo de vacinação num 3º ou 4º momento de vacinação.

Endêmica

Nésio Fernandes afirmou que algo precisa ficar claro: que assim como outras doenças respiratórias se tornaram endêmicas (nunca desaparecerem), a Covid-19 se tornará endêmica no mundo.

“E nós temos uma letalidade e mortalidade muito baixa nas crianças. Temos, de fato, a possibilidade de, com a vacinação extensiva e ampla da população adulta, em especial a que tem mais de 45 anos e comorbidades, se imunizadas, vai reduzir tanto a capacidade de contágio e a força de transmissão da doença que repercute na probabilidade de jovens e crianças serem infectados”.

O secretário seguiu afirmando que “não existe capacidade produtiva no planeta terra pra produzir 7 bilhões de vacinas em alguns meses ou um ano”. E que se nós tivermos que esperar ter vacina para as crianças voltarem as escolas, aguardaremos de dois ou três anos.

“A tese de vacina pra voltar tem que ser lançada por terra porque não é honesta do ponto de vista intelectual. É desonesta. Eu sugiro que os companheiros que levantam essa tese a abandonem, porque não tem a menor lógica”.

Com Informações: ES Hoje

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