SÃO MATEUS: Barra Seca, uma comunidade abandonada pela administração

Uma ação vai ser ajuizada na Justiça para que o prefeito Daniel da Açaí seja obrigado a restituir o custo que o morador tem com a construção de fossas sépticas.

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Depois que o Distrito de Barra Seca deixou de pertencer a Linhares e foi reconhecido como área pertencente ao município de São Mateus, mediante Lei da Assembleia Legislativa, os moradores mergulharam em problemas. Mais de 350 fossas estão esborrando, colocando em risco a saúde, sem contar as péssimas condições da estrada.

Moradores afirmam que estão abandonados pela administração que só aparece para fazer alguma coisa quando a imprensa é acionada.

O presidente da Ampac – Associação de Moradores Pescadores Assemelhados e Comerciantes Flávio Messias revela que o maior problema que enfrentam, principalmente pescadores, é relacionado às péssimas condições da estrada, que estão cheias de buracos. “Mas a questão das fossas sépticas é ainda mais grave, com reflexo na saúde de nosso povo”, diz.

De acordo com o líder comunitário a empresa responsável pelo corte de árvore faz seu serviço, mas o que é arrancado, não é transportado por falta de condições da estrada para acesso dos veículos. “Estamos abandonados quando o assunto é a manutenção das estradas da nossa comunidade. A prefeitura só faz alguma coisa quando vamos para a televisão e redes sociais denunciar o abandono que nos encontramos”, desabafou Flávio Messias.

E acrescentou: “Os garis fazem um excelente trabalho. O que falta é a logística do recolhimento dos entulhos e lixos. Esse serviço era realizado mensalmente por Linhares, enquanto que São Mateus só fez um recolhimento esse ano.

Hoje, por exemplo, uma segunda-feira, os turistas já foram embora e o lixo deixado só será recolhido na próxima sexta-feira dia 31/07. E nós convivemos com esse lixo durante todo os dias!

A saúde está funcionando bem, mas o mérito é dos bons profissionais de saúde que realizam um bom trabalho. Os garis são bons profissionais também, mas o problema é a demora no recolhimento do lixo”.

TEXTO: HILMAR DE JESUS 

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