Capixaba que ingeriu Belorizontina corre risco de insuficiência renal e problemas neurológicos

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Foto: Reprodução da rede social

O capixaba  Luiz Felippe Teles está entre os três pacientes cuja substância dietilenoglicol foi detectada no organismo, dos dez internados após consumirem a cerveja Belorizontina da cervejaria Backer. Luiz Felipe está internado em um hospital de Minas Gerais, sem abrir os olhos, fazendo diálise e necessita de doação de sangue.

O sogro do capixaba, o bancário Paschoal Demartini Filho, de 55, morreu após contaminação pela cerveja.

O dietilenoglicol (DEG) é uma substância de cor clara, viscosa, não tem cheiro e tem um gosto adocicado. A fórmula química é C4H10O3. Ela é anticongelante e de uso bastante comum na indústria. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática, podendo inclusive levar a morte quando ingerido.

A intoxicação por DEG pode ocorrer quando ele é usado de forma inapropriada em preparações químicas, substituindo outros produtos não tóxicos para o ser humano. Desde 1937, foram registradas dezenas de casos de intoxicação em diferentes países.

Um laudo emitido pela Polícia Civil apontou a substância dietilenoglicol em amostras da cerveja Belorizontina do lote 1348, linhas de produção L1 e L2. A cervejaria Backer foi interditada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) interditou a fábrica. Técnicos do ministério foram ao local e decidiram periciar todos os lotes de cerveja. O Mapa afirmou que apreendeu 16 mil litros de cerveja e que faz analises laboratoriais em amostras.

A empresa começou a fazer uma vistoria interna na fábrica em Belo Horizonte. A Backer afirmou que não utiliza o dietilenoglicol no processo de fabricação de qualquer bebida, inclusive a Belorizontina. Segundo o mestre-cervejeiro da empresa, Sandro Duarte, a substância usada é o monoetilenoglicol que tem um nível de toxicidade mais baixa.

Fiscalização de lote
A empresa fabricante da cerveja informou que vai trocar ou devolver o dinheiro ao consumidor que tiver a Belorizontina de qualquer lote.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) do Espírito Santo encaminhou às vigilâncias municipais uma portaria, indicando a necessidade da retirada dos lotes l1 1348 e l2 1348 de circulação. As prefeituras da Grande Vitória informaram, por meio de nota, que já estão fiscalizando os comércios para a remoção das cervejas.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou dez casos suspeitos da contaminação. Uma das pessoas acabou não resistindo aos sintomas e morreu. Por nota, a cervejaria Backer informou que confia no seu sistema de produção e está colaborando com os órgãos de saúde. A cerveja deve começar a ser recolhida nesta segunda-feira (13) nos municípios da Serra, Cariacica e Vila Velha. Em Vitória, segundo a prefeitura, a fiscalização começou no sábado (11), de forma preventiva, e não foram encontrados os lotes impedidos de serem comercializados.

Com Informações: ESHoje

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