CPI na Assembleia convoca empresa para explicar paralisação das obras na Orla de Piúma

69
Orla de Piúma com as obras paralisadas

Presidida por Marcelo Santos, Comissão vai apurar paralisação das atividades no balneário. Além disso, solicitou informações ao DER sobre Terminal de Itaparica e Cais das Artes

A erosão é um problema antigo que atrapalha a vida dos moradores de Piúma. Para solucionar esta questão foi anunciada, em outubro deste ano, a construção do muro de contenção para combater o avanço da maré na orla. Com previsão de ficar pronta antes do verão de 2020, as obras não tiveram avanços desde então.

Para apurar a paralisação, o deputado estadual Marcelo Santos, como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Obras Públicas e Privadas da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, convocou o diretor da empresa responsável pelo empreendimento, Selvi José Carboni, da Mississipi Empreendimentos, para prestar esclarecimentos. A reunião será realizada na próxima segunda-feira (16/12), no Plenário Rui Barbosa, às 9h.

A obra faz parte de um convênio entre a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) com a Prefeitura da cidade, no valor de  R$ 3,5 milhões. Além da execução de 780 metros de muro de contenção, está prevista ainda a reurbanização da orla, com 1.960 metros de meio fio de concreto, calçadão com rampas de acessibilidade, ciclovia, três decks de madeira, 37 postes com luminárias e 1.177,16 metros quadrados de recuperação da via em asfalto.

“O que era para ser um alívio para os moradores acabou se tornando uma dor de cabeça. A empresa precisa arcar com as responsabilidades que assumiu. Temos cerca de R$ 3 milhões parados, sem previsão de início e nem fim das obras. Nosso objetivo é poder trazer uma resposta para a população de Piúma, que está sendo muito prejudicada, já que os turistas não chegam ao balneário que já foi muito visitado em temporadas passadas”, disse o presidente da CPI, Marcelo Santos.

Criada em março deste ano, a CPI tem o objetivo de acompanhar as Políticas de Desenvolvimento da Infraestrutura e Logística do Estado do Espírito Santo, bem como o tráfego de veículos com documentações irregulares/adulteradas em vias públicas. Assim, Marcelo enviou ofício ao Departamento de Edificações e Rodovias (DER-ES) cobrando informações sobre o andamento e planejamento das obras do Terminal de Itaparica, interditado desde julho de 2018 e do Cais das Artes, em Vitória, com a construção parada desde 2015.

“Precisamos cobrar dos responsáveis por essas obras pelo prejuízo causado à vida do cidadão e a Comissão vai atrás desta responsabilização. Obra paralisada é gasto de dinheiro público, não investimento. Equipamentos acabam estragando, gerando uma série de prejuízos e prejudicando a retomada dos trabalhos”, finalizou o deputado.

Com informação/Guto Netto
Comentários Facebook