Irmãos suspeitos de comandar esconderijo de drogas em Guarapari

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Foi concluído o inquérito que investigava os responsáveis por uma residência no bairro Village do Sol, em Guarapari, que servia de esconderijo para drogas do tráfico do bairro Boa Vista, em Vila Velha.

Os irmãos Fernando, Ednilson e Edmar José da Silva, junto com Bruno Soares da Silva, filho de Fernando, são apontados como os líderes do tráfico de drogas que atuava nas mediações da Universidade Vila Velha (UVV) e do Shopping Vila Velha. Quase 1 kg de crack em estado bruto, suficiente para o preparo de 6 mil pedras, foi encontrado no local.

A investigação acontecia desde 30 de novembro de 2018 e foi concluída pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari.

De acordo com o titular da Denarc, delegado Guilherme Eugênio, o inquérito demorou a ser concluído porque, inicialmente, não havia provas suficiente.s

“A justiça não autorizou a prisão dos indivíduos apenas com as provas que tínhamos, então pedimos permissão para acessar dados telefônicos e conseguimos constatar o que suspeitávamos”, explica.

Outro motivo que justifica os 11 meses de trabalho da polícia é que, por não terem acesso à droga, os chefes do tráfico conseguiam passar despercebidos pelo sistema.

O delegado diz que existe uma hierarquia no esquema. Portanto, os vendedores da droga não possuem contato direto com os líderes. O acesso aos celulares deu a polícia o registro de que eles se comunicavam indiretamente com meninos presos na posse da droga.

Além do crack em estado bruto, foram encontrados 2.876 pinos grandes de cocaína, 1,5 kg da mesma substância, ainda pendente de envasamento, e milhares de pinos plásticos para embalo.

Distância entre Boa Vista e Village do Sol

Na casa, foi encontrado Fernando, 50 anos, e Edmar da Silva, 47.

Fernando da Silva disse à polícia que era carroceiro e recebia R$ 300 por mês para vigiar o imóvel e as drogas. Afirmou ainda que Edmar era deficiente e não atuava na guarda dos materiais.

Para defender os irmãos, Fernando da Silva disse que não conhecia o dono da residência. Porém, a casa pertencia a Ednilson, 54. O filho de Fernando, Bruno, 27, era quem mais visivelmente comandava o tráfico, com a ajuda dos tios.

O delegado Guilherme Eugênio disse que a estrutura organizacional da polícia de Guarapari favorece situações como esta.

“Não é o primeiro caso de tráfico de outra região que esconde a droga aqui. A cidade é excluída pela polícia em vários casos. Por exemplo, a DHPP atende todos os municípios da Grande Vitória, menos Guarapari. Eu acredito firmemente que isso influencia na escolha de guardar aqui”, ressalta.

 

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