Servidores de São Mateus pedem que população cobra onde está o dinheiro do município

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Cobrando o engajamento da população de resultados da administração do prefeito Daniel Santana Barbosa, o Daniel da Açaí, servidores públicos de São Mateus, realizaram nesta sexta-feira uma paralisação. Em carta dirigida à população os servidores foram para as ruas do centro também para protestar contra a Reforma da Previdência, a exemplo do que aconteceu no País nesta sexta-feira (14).

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindservic) Fabiana Santiago destacou que há quatro anos os servidores não recebem reajuste de salário, além de outras conquistas com cumprimento do Plano de Cargos e Salários, sem contar o tíquete alimentação que não é pago como deveria. “O prefeito mandou embora os aposentados com a desculpa que o dinheiro economizado seria revertido em melhorias do salário dos servidores e outros serviços, mas nada disse está acontecendo”, pontuou.

Fabiana lembrou ainda que o prefeito alega falta de recursos para conceder reajuste aos servidores enquanto gasta com festas. “O Carnaval, que é feito para o turista, foi excepcional, agora estão anunciando o Guriri Folia para o mês de julho e vem aí, em setembro a Festa da Cidade. O balneário de Guriri está sendo destruído, a cidade não tem obras, está toda esburacada e, então, para onde está indo o dinheiro que o município arrecada? Isso a população precisa saber”, questiona.

A presidente revelou ainda que o prefeito alega que não tem dinheiro para pagar reajuste de salários enquanto falta medicamentos nas unidades de saúde e até para pagar o transporte escolar. “Há três meses os donos das empresas que trabalham no transporte escolar do município estão sem receber, conforme foi denunciado na terça-feira na Câmara de Vereadores, sendo que na planilha da prefeitura consta que são pagos R$ 740 mil/mês com o transporte escolar, informou.

Disse ainda que o município anuncia que gasta R$ 830 mil com material de consumo, mas nas unidades como Escolas e Postos de Saúde falta material básico para o dia a dia, e R$ R$ 200 mil com material permanente. Para onde está indo esse dinheiro? Questiona. E mais: “A população precisa saber para onde está indo os recursos oriundos dos impostos que pagamos”.

Para concluir a servidora Valdirene que participa do movimento enfatiza que há três anos da administração do prefeito Daniel a cidade está toda esburacada e não há obra relevante para justificar os gastos apresentados pela administração. “O que vemos uma Guriri destruída e a cidade praticamente parada. A única certeza que temos é a realização de festa e mais festa”, desabafou.

O protesto promovido pelo Sindservic aconteceu em frente ao Banco do Brasil no centro de São Mateus, mas não chegou a prejudicar o fluxo de carros.

DA REDAÇÃO DO JORNAL A ILHA / HILMAR DE JESUS 
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