Presidente do MDB Lelo Coimbra denunciado pelo Ministério Público Eleitoral

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A proximidade da eleição para escolher o novo presidente do MDB Estadual que acontece no mês de julho revela bastidores do partido que podem, na mesma esteira, sucumbir antigas lideranças do partido. E uma delas já começa a sentir os efeitos do que vem por aí: o ex-deputado federal e atual e secretário especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidade do Governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Vazou essa semana para a imprensa uma denúncia contra Lelo Coimbra e o então prefeito em exercício de Itapemirim Thiago Peçanha Lopes à época das eleições do ano passado, de uso da máquina pública em prol da campanha do atual presidente do MDB à reeleição.

Ao apresentar a denúncia contra Lelo e o prefeito, o Ministério Público Eleitoral anexa vídeo em que Thiago faz campanha em redes sociais para beneficiar sua candidatura, além de anunciar abono de R$ 200,00 para os professores. Essas e outras ações são caracterizadas como uso do poder público para benefício eleitoral.

Lelo é o atual presidente do MDB no Estado e candidato à reeleição e tem, segundo próprios militantes do partido, usado sua atual função no Governo Federal para convencer prefeitos e lideranças no Estado a votar em seu nome, em troca de benefícios através do Ministério das Cidades.

Enquanto o MPE apura a conduta do prefeito de Itapemirim e acusa Lelo de abuso de poder econômico, na Assembleia Legislativa o deputado e candidato a presidente do Diretório Municipal do MDB de Vitória José Esmeraldo “bombardeia” a chapa encabeçada pela ex-deputada Luzia Toledo, apoiada pelo presidente estadual do partido. E nessa seara pega também o secretário Chico Donato, acusado de tentar manipular o pleito.

Foi em função das “manobras de Chico que a Justiça suspendeu a eleição do Diretório Municipal da Capital que foi marcada para o dia 4 de maio. Na mesma decisão a Justiça impede que o secretário participe do processo.

DA REDAÇÃO DO JORNAL A ILHA / HILMAR DE JESUS 
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