IPTU de São Mateus pode chegar a reajuste de até 500%

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O contribuinte do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de São Mateus já pode começar a refazer os cálculos de quanto vai trabalhar para pagar a mais pelo reajuste, a partir de janeiro de 2020. A expectativa é nada animadora, levando-se em conta o projeto do prefeito Daniel Santana Barbosa que está na Câmara de Vereadores para votação e aprovação ainda este ano de 2019. Os cálculos foram feitos levando-se em consideração que há 15 anos o município não faz reajuste na tabela de cobrança do imposto.
E para explicar aos vereadores a forma de cálculos e como chegou aos próximos reajustes por um prazo de quatro anos, técnicos da empresa contratada pelo município, a BP Tecnologia de Informação, responsável pelo recadastramento imobiliário e planta genética de valores, apresentou na tarde desta segunda-feira (20) a nova tabela de valores do imposto, dividido por região. O metro quadrado mais caro está em Guriri e bairros considerados “nobres” de São Mateus como Ideal, Fátima, Aviação (região dos condomínios Buritis; e Boa Vista.
Para explicar a forma dos estudos e recadastramento feito estiveram no plenário da Câmara o secretário municipal de Finanças Francisco Pereira Pinto, o diretor de tributação do município Mauro Sérgio e o engenheiro civil Edson Guimarães, representante da empresa. Os valores apresentados e a forma de cálculo foram debatidas com os vereadores que chegaram à uma conclusão unanime: o projeto do prefeito da forma que está dificilmente vai ser aprovada. Por sugestão do vereador e vice-presidente da Câmara Carlos Alberto Gomes Alves (PSB) há necessidade de reduzir a alíquota que dá base para o cálculo do imposto e refazer os cálculos de quatro para oito anos.
Além de Carlos Alberto participaram do encontro o secretário Jozail do Bombeiro, Aquiles Moreira, Jerri Pereira, Francisco Amaro, Paulo Chagas, Jaciara Teixeira e Doda Mendonça e funcionários do corpo técnico do legislativo, que concordaram que o projeto deve ser devolvido ao Executivo para que sejam feitas alterações para permitir que seja aprovado e passe a vigorar a partir de janeiro de 2020.
O próprio técnico da empresa que fez o levantamento no município reconheceu que o impacto será enorme nas finanças da população, mas admitiu que o município não pode se manter sem a cobrança do imposto com o reajuste que não acontece há 15 anos.
A novidade na base de cálculo apresentada pela administração a divisão por região com valores diferenciados dos imóveis. Também, desta vez, quem fez um puxadinho no quintal ou no terraço vai pagar mais no valor do IPTU. “Se não houve as mudanças que propusemos, dificilmente este projeto de reajuste do prefeito vai ser aprovado”, antecipou o vice-presidente Carlos Alberto.

DA REDAÇÃO DO JORNAL A ILHA | TEXTO HILMAR DE JESUS

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