Empresário preso ia mensalmente à casa da prefeita acusada de corrupção, diz investigação

Ele estava sendo monitorado desde segunda, quando chegou no município

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Apreensão de documentos em órgãos públicos (Foto: Divulgação/MPES)

Um empresário do ramo de limpeza urbana foi preso em flagrante durante operação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES). De acordo com a investigação, Marcelo Marcondes ia mensalmente à casa da prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta Rangel, no Sul do Estado, que também foi presa acusada de receber propina.

O MPES afirma que Marcelo Marcondes vinha do Rio de Janeiro, passava no banco, sacava dinheiro e efetuava pagamentos para a prefeita. Para ser flagrado no pagamento do mês de maio, ele estava sendo monitorado desde segunda-feira (6), quando chegou ao município.

A Operação Rubi foi baseada em informações de ex-funcionários da empresa de limpeza urbana. O promotor de Justiça Vitor Anhoque Cavalcanti acredita que desde o início do contrato essas transações aconteciam, apesar do Ministério Público ter acompanhado duas delas.

As investigações de que empresários efeutavam pagamentos de propina à prefeita da cidade tiveram início em 2017. Durante a apuração, descobriu-se que o esquema criminoso acontecia desde 2014.

O companheiro da prefeita, José Augusto de Paiva, também foi preso. De acordo com o promotor, era ele quem de fato administrava a cidade e também se preparava para disputar a prefeitura nas eleições do ano que vem.

Entenda o caso

Inicialmente, segundo MPES, Amanda não era alvo de nenhum mandado de prisão dentro da Operação Rubi, deflagrada na última terça (7).

No entanto, o valor de R$ 30 mil, em espécie, encontrado em uma mochila na casa da prefeita, acabou fazendo com que ela fosse presa em flagrante durante a ação da polícia, que cumpria um mandado de busca em apreensão em sua casa e em demais pontos da administração pública da cidade.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o flagrante só foi possível a partir do monitoramento de um saque suspeito. A identidade de quem repassou, além do beneficiário e o valor do montante repassado não foram informados.

Agora, o MPES irá investigar se a quantia encontrada na casa da prefeita tem relação com o foco da operação.

Nesta quinta-feira (9), Amanda deve passar por audiência de custódia, em que será ouvida por um juiz, que decidirá se mantém ou não a prisão da prefeita, até que sejam encerradas as investigações.

DA REDAÇÃO DO JORNAL A ILHA | COM INFORMAÇÕES TRIBUNA ONLINE

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