Rogerinho não comparece para depor e pode ser preso

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O Tribunal de Justiça do Espírito Santo deve decidir no decorrer desta semana pela decretação da prisão do prefeito de Jaguaré Rogério Feitani, o Rogerinho (PMN). No dia 1º de abril o prefeito que responde a processo por fraude em concurso público e já teve parte de seus salários bloqueados pela Justiça, descumpriu uma intimação para depor no Fórum da cidade.

Ao não comparecer ao interrogatório o prefeito contribui para que o julgamento final de seu processo acabe retardando. Com isso, admitem fontes do Judiciário, Rogerinho ganha tempo para permanecer no cargo, já que existe a ameaça de, a qualquer momento ter o seu mandato cassado, o que já ocorreu uma vez, acusado em processo de fraude em concurso público. A audiência em que Rogerinho faltou foi na Justiça Criminal de Jaguaré.

 

SEGREDO DE JUSTIÇA

 

A Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça foi procurada para intermediar uma entrevista sobre o caso junto ao presidente da Corte, mas alegou isso não poderia acontecer tendo em vista que o processo corre em segredo de Justiça.

Mas fontes ligadas ao Tribunal confirmaram que o prefeito foi citado e intimado de que deveria comparecer para ser interrogado pelo juiz da Comarca que cumpria ordem do relator do processo desembargador Sérgio Teixeira da Gama, mas não compareceu.

Rogerinho justificou o não comparecimento para o interrogatório com a justificativa de se dispor apenas a requerer novas provas, enquanto que essa fase do processo já terminou.

A atitude do prefeito foi entendida como tentativa de procrastinar o processo, o que nos termos do artigo 32 do Código Processo Penal é entendido como brecha para que o relator do processo poderá até decretar a sua prisão, tendo em vista que não compareceu aos atos do processo para se ver processado.

DA REDAÇÃO DO JORNAL A ILHA / HILMAR DE JESUS

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