Como saber se seu WhatsApp está sendo clonado

Confira dicas para descobrir se o seu mensageiro foi invadido e saiba como se proteger

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É possível saber se seu WhatsApp está sendo clonado com algumas dicas simples. Como o mensageiro é o app mais usado no mundo, as tentativas de invasões também tendem a ser grandes. O app, que está disponível para Android e iPhone (iOS), não funciona em dois celulares ao mesmo tempo. No entanto, ao conseguir acesso ao smartphone ou ao chip do telefone – e, consequentemente, ao QR code do aplicativo – uma pessoa mal-intencionada pode visualizar suas conversas pessoais, incluindo fotos e vídeos.

Para se proteger e evitar que suas mensagens estejam na mira de invasores, há algumas recomendações essenciais, como verificar se há dispositivos não autorizados logados no WhatsApp Web/Desktop. Além disso, é importante reconhecer quando a plataforma está vulnerável. A seguir, conheça três métodos para testar no seu celular e descobrir se o WhatsApp está sendo “vigiado”.

1. Verificar atividades estranhas em sua conta

É importante ficar atento às mensagens que você provavelmente não enviou e estão no seu celular. Outra dica interessante é verificar se uma conversa consta como lida, mesmo que você não tenha recebido a notificação ou visualizado o conteúdo. Esse comportamento pode significar que o seu WhatsApp está ativo em um lugar diferente do seu aparelho. Falhas pontuais podem ocorrer no aplicativo – porém, se os episódios continuarem a se repetir, é preciso ficar alerta.

Verificar as mensagens enviadas e visualizadas é um dos métodos para saber se sua conta está sendo invadida ou não — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

2. Sessões ativas no WhatsApp Web

O WhatsApp Web permite acessar a conta do mensageiro pelo computador. Basta digitalizar o QR code do celular para visualizar suas mensagens no desktop em tempo real. Graças ao recurso, é possível verificar se há algum dispositivo não autorizado conectado ao aplicativo. Na opção de “Ajustes” do WhatsApp, o usuário deve ir na opção “WhatsApp Web/Desktop” e conferir quais aparelhos estão com sessões ativas. Caso você reconheça alguma movimentação estranha, é só clicar na opção “Sair de todas as sessões”. Dessa forma, se houver algum dispositivo desconhecido conectado, ele será removido.

É importante sempre sair das sessões ativas do WhatsApp Web para evitar que acessem suas mensagens sem autorização — Foto: Reprodução/Ana Clara Frontelmo

3. Cuidado com apps espiões

Por meio de aplicativos espiões, geralmente disponíveis apenas em celulares Android, pessoas mal-intencionadas podem ter acesso às ligações e mensagens de seu celular, inclusive do WhatsApp. Vale lembrar que, para isso, é necessário ter acesso físico ao smartphone para instalar o app. Para se proteger, é necessário estar atento às movimentações suspeitas e softwares desconhecidos armazenados no aparelho.

O mSpy, por exemplo, é um programa criado com a função de ajudar os pais a monitorarem tudo que seus filhos acessam e recebem em dispositivos móveis. Além disso, também é utilizado por empresas que desejam seguir as ações de seus colaboradores nos celulares e tablets corporativos. O sistema pode ser polêmico por conta da instalação discreta e se for usado com objetivo diferente do proposto, como, por exemplo, para vigiar o WhatsApp de alguém.

Cuidado com apps espiões que podem monitorar seu WhatsApp — Foto: Luciana Maline/TechTudo

Como se proteger

Para evitar que seu WhatsApp seja invadido, é interessante seguir algumas dicas de segurança.

  • Ative a verificação em duas etapas nas configurações da conta do WhatsApp. O recurso adiciona uma camada extra de segurança ao aplicativo;
  • Não instale apps de fontes desconhecidas ou não autorizadas. Além disso, evite usar o mensageiro em versões “turbinadas”, como o GB WhatsApp ou Yo WhatsApp. Procure sempre baixar a plataforma a partir da Google Play Store ou App Store;
  • Evite conectar o celular em conexões Wi-Fi desconhecidas;
  • Para iPhone (iOS), há a alternativa de bloqueio por meio do uso do Touch ID (impressão digital) no WhatsApp. É importante frisar que a atualização está disponível apenas para usuários do iPhone 5S e modelos superiores (até iPhone 8 e 8 Plus). Nos casos dos modelos iPhones X, XS, XS Max e XR, a proteção é feita com reconhecimento facial;
  • Não deixe o smartphone sem vigilância quando estiver distante dele. Evite compartilhar o aparelho com estranhos;
  • Instale um aplicativo para colocar senha no WhatsApp. Dessa forma, quando alguém tentar acessar o mensageiro, será necessário digitar também a senha do aplicativo, além do desbloqueio normal do celular;
  • Se o seu WhatsApp já está hackeado, é possível desativar sua conta enviando um e-mail para support@whatsapp.com. Se o perfil não for acessado por 30 dias, ele será excluído automaticamente.

DA REDAÇÃO DO JORNAL A ILHA | COM INFORMAÇÃO TECHTUDO

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