Drama da periferia em São Mateus: Famílias sem cova para enterrar parentes no cemitério da Aviação

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Além de enfrentar a dor pela perda dos pais, duas famílias do Bairro Bonsucesso I, em São Mateus passaram pelo constrangimento de não terem onde sepultá-los. O Cemitério da Aviação, que está totalmente cheio de mato, abandonado pela administração municipal, não comporta mais sepulturas. A que foi aberta na manhã desta sexta-feira, estava cheia de material descartável de hospital, como seringa e outros objetos do gênero,

Revoltados com a situação, familiares recorreram ao vereador e presidente da Câmara de São Mateus, representante da região onde moram Jorge Recla de Jesus, o Jorginho Cabeção que foi ao cemitério e documentou a triste realidade: o local está abandonado e até o coveiro se recusou a fazer o sepultamento de um dos corpos já que na cova destinada – a única – corria o risco de ser contaminado. O local, nos fundos do cemitério é um antigo lixão que foi desativado à época da administração do então prefeito Amocim Leite.

DENÚNCIA

Depois de acompanhar o drama das famílias de Leonídio Pereira do Nascimento, de 65 anos e de Hugo Lemke, 70, indignadas pelo descaso da administração pela conservação do hospital e permitir que seus parentes fossem sepultados dignamente, os filhos, o garçom Rublucio Schineider, o Alemão e Denis, recorreram ao presidente da Câmara.

Jorginho Cabeção ouviu do próprio coveiro do cemitério que não há a mínima condição de novos sepultamentos no local. No meio da tarde o vereador entrou em contato com a reportagem do Jornal A Ilha e assegurou que conseguiu “na marra” locais na parte de cima do cemitério para que os corpos fossem sepultados. “No decorrer da próxima semana vamos dar entrada com uma representação no Ministério Público para exigir do município uma providência”, anunciou.

O vereador disse ainda que a Câmara Municipal está à disposição do prefeito Daniel Santana no sentido de desapropriar uma área em São Mateus para a construção de um novo cemitério ou até mesmo aprovar a comprar de um terreno para tal finalidade. “O que não podemos é ficar de braços cruzados e nossa população tendo que passar por este tipo de constrangimento que as famílias dos senhores Hugo Lemke e Leonídio, tiveram que enfrentar”,

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