Câmara reforça prioridade na contratação da mão de obra mateense para a construção do porto

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O presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva, participou, nesta quarta-feira(30), de reunião com o presidente da Câmara, Jorginho Cabeção e vereadores numa agenda  de desenvolvimento sobre o Centro Portuário de São Mateus a ser construído em Urussuquara.

Todos os parlamentares foram convidados para o encontro no salão da câmara, seis deles compareceram ao evento: o presidente Jorginho Cabeção, Ajalírio Caldeira, Temperinho, Carlos Alberto Gomes, Jerri Pereira e Jozail do Bombeiro.

Também estiveram presentes o diretor presidente da Brasil Participações S/A, José Cleones Zoboli e o diretor executivo da Faculdade Vale do Cricaré, José Fernandes Magnago.

EMPREGOS

Além de se concentrarem nas questões ambientais, os vereadores reforçaram o pedido de prioridade ao preparo e recrutamento da mão de obra local para este empreendimento.

Serão investidos R$ 3,1 bilhões na construção do Centro Portuário, que o CEO da Petrocity garante se tratar da “maior plataforma logística do Brasil”. Serão gerados 2.500 empregos na fase de construção do porto pela Construtora Odebrecht. Na fase operacional, são estimados 2 mil empregos diretos.

GARANTIA

“A garantia que a Petrocity nos deu, de colocar em prática um plano de capacitação do trabalhador e que vai empregar, por ordem de prioridade, a mão-de-obra das comunidades de Urussuquara e Barra Seca e das outras regiões do munícipio nos tranquiliza. É justo valorizar a nossa gente, Tem muitas famílias precisando de emprego em São Mateus”, disse Jorginho.

Carlos Alberto sugeriu parcerias com as escolas e faculdades. “Temos aqui de 12 a 15 mil desempregados com potencial para gerar algum serviço. Precisa ver com os órgãos educacionais o que se pode ofertar em termos de capacitação para dar preferência para os mateenses”,  destacou.

PEDIDO

A necessidade de disciplinar a ocupação territorial em torno do porto, transformando terrenos em áreas industriais com glebas  acima de 5 mil metros quadrados, por meio de decreto pelo prefeito Daniel Santana, foi uma das demandas apresentadas por José Roberto aos vereadores.

“Tem que seguir as posturas municipais. O que nós estamos pedindo é que o prefeito venha regulamentar. É um mero decreto municipal regulamentando aquilo que já está aprovado por lei pela Câmara. Eu pedi isso em 2017”, afirmou o diretor presidente da Petrocity.

Para o vereador Jerri Pereira é fundamental agir rápido para disciplinar a ocupação territorial em Urussuquara “A gente não pode deixar aquela área ser ocupada de forma desordenada, como já vem ocorrendo”, alertou.

“Não queremos que aconteça no futuro o que vivemos quando a Aracruz Celulose investiu aqui e depois foi embora deixando um rastro de problemas sociais, por falta de planejamento estratégico”, lembrou Temperinho.

PREVISÃO

Os trabalhos serão iniciados assim que for liberada a licença ambiental do empreendimento, em tramitação no Instituto Estadual de Meio-Ambiente – Iema.  A previsão é que as obras comecem no final deste ano.

“Eu me lembro quando o projeto do porto começou a ser discutido em 2013, muitos não acreditavam, mas eu já tinha  certeza da sua grandeza fora do comum.  Vai gerar emprego e renda, engrossar a arrecadação da prefeitura e aquecer bastante a economia de São Mateus”.

ESTIMATIVA

Com o Porto em atividade, de acordo com levantamento da Petrocity Portos, a estimativa é que o município passe a arrecadar R$ 20 milhões em impostos todo mês. “É muito recurso que vai entrar nos cofres do município e este dinheiro precisa ser bem aplicado pela prefeitura, a começar por investimentos estruturantes nas regiões de Urussuquara, Guriri e em todo o município” disse Jorginho.

RISCOS

A preocupação com os riscos ambientais, motivados pelas tragédias de Mariana e de Brumadinho – MG foi alvo de questionamento sobre o projeto da Petrocity e prováveis impactos. “Não tem relação olhar o porto com qualquer tipo de semelhança com o que aconteceu lá. E se por acaso acontecer acidente, trabalhamos com carga limpa e nós temos medidas mitigatórias que estão no estudo ambiental, brigadas e unidades de resposta imediata. A marinha vai estar escalada”, explicou José Roberto.

DA REDAÇÃO | COM INFORMAÇÃO SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO / CMSM

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