‘Somos humanos, vamos errar com certeza’, diz futuro ministro da Casa Civil

Para Onyx Lorenzoni, atual ministro da transição, governo ainda é 'grande, pesado e lento'; ele disse que estrangeiros veem Brasil com desconfiança e que nova gestão não pode falhar.

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Da esquerda para a direita: o presidente Michel Temer; o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia; e o ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni — Foto: Marcos Corrêa/PR

O futuro ministro da Casa Civl e atual ministro da transição, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou nesta quarta-feira (28) que o governo de Jair Bolsonaro vai errar “com certeza, porque o erro faz parte da evolução do ser humano”.

Ele deu a declaração na abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o “Conselhão”, realizado na manhã desta quarta-feira (28) no Palácio do Planalto.

“Somos humanos, vamos errar com certeza, porque o erro faz parte da evolução do ser humano. E essa humildade a gente tem, e começa pelo nosso capitão [Jair Bolsonaro], que é um exemplo absoluto de um ser humano humilde, desprovido de vaidade, e com a certeza que tem uma missão pra cumprir”, disse Onyx.

Em sua fala, o ministro do gabinete de transição também disse que governos estrangeiros veem o Brasil com desconfiança e que a nova gestão não pode falhar.

“Os governos estrangeiros nos olham sob o manto da desconfiança. Precisamos recuperar a confiança, não apenas interna, mas também externa. Não podemos falhar, temos que acertar”, disse.

Lorenzoni disse ainda que “o governo no Brasil ainda é grande, pesado, lento e difícil, tanto na sua relação para fora, quanto na sua relação para dentro”. O futuro chefe da Casa Civil ressaltou, mais uma vez, a proposta da nova administração de reduzir o número de ministérios.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro prometeu reduzir para 15 o número de ministérios. Depois de eleito, porém, mudou a conta e tem dito que o total de pastas ficará entre 17 e 20.

“Não apenas fazemos um esforço gigantesco para reduzir a estrutura governamental, tentando chegar a algo em torno de 18, 19, 20 ministérios, e nós reconhecemos a dificuldade que é se poder fazer essa redução sem perder qualidade no atendimento da sociedade brasileira, mas nós temos aí até por conta de um histórico que se constituiu ao longo de décadas no Brasil, de muita atividade meio e um restrita atividade fim”, declarou o ministro.

Ele também agradeceu ao presidente Michel Temer pela forma como a transição entre os dois governos está sendo feita e disse que sociedade brasileira deseja um novo caminho.

“O governo que emergiu das urnas ele traz um recado muito claro para todo o universo político, econômico, institucional brasileiro: sociedade brasileira deseja um novo caminho, um caminho onde o cidadão posso chegar diante de qualquer órgão governamental e ser respeitado”, afirmou.

DA REDAÇÃO | COM INFORMAÇÕES G1

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